quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Acho que o problema era comigo

Durante esses dias que já estava liberada do repouso da cirurgia, resolvi sair as ruas de São Paulo, para falar a verdade eu não resolvi eu fui resolvida, porque as aulas da faculdade voltaram e não tinha jeito, eu tinha que ir mesmo.
A conclusão dessa aventura foi que tudo me irritava, era ônibus que demorava para passar e o outro que nunca chegava no terminal, era superlotação no transporte público, pessoas mal educadas, pobre de espírito que só de ver a falta de educação doia a alma. Não que eu seja melhor que ninguém, LONGE disso tudo, mas é triste ver pessoas querendo passar a perna literalmente na outra, é triste ver garotas de 14 anos derrubando idosos rancorosos no corredor do ônibus na disputa de um lugar. Eu realmente não sei aonde esse mundo vai parar, eu não sei se eu estou fora de sintonia ou se algo de muito grave anda acontecendo na linha do metro Belém
Esses dias sai bem cedo de casa para chegar no horário na faculdade, pois algo me dizia que a jornada ia ser grande,  e eu estava certa. Chegando no ponto meu transporte chegou logo, chegando próximo ao meu destino, lugar conhecido por mim onde sobe 70% de mal educado, porque os outros 30% já estavam lá dentro, inclusive eu. No meu segundo transporte eu resolvi encarar uma maratoninha em pé, afinal meu ponto chega rapidinho, então fiquei naquele aperto, cara que erro, foi um grande erro, o povo reclamva o motorista brecava, o povo calava o motorista arrancava, algum engraçadinho cortava o transporte público o motorista brecava ai o povo reclamava ai ele corria e brecava de novo e eu la nesse samba enrredo, surfando no asfalto quase literalmente. Nisso no rádio do transporte público, sim o motorista ouve rádio enquanto dirige, tocava Beyonce e eu não estava no ritimo de "Single Ladies" de maneira alguma, durante esse reboliço eu já estava bufando de raiva, tinha que passar pra trás no estilo corredor polones e tinha que sair viva com todos os meus pertences em seu devido lugar e com a peruca na cabeça, pra não perder o estilo é claro, quando eu resolvi fazer isso o motorista brecou, a música acabou e meu ponto chegou, quando eu voltei a conciência estava caminhando loucamente e no meu fone de ouvido tocava MORADA do FORFUN, ai meu caro, eu parei, respirei profundamente (estou estudando sistema respiratório), cai na realidade e vi que o sufoco tinha passado, a vida é tão bela pra se estressar com esses detalhes de arrogancia do ser humano, talvez o problema fosse comigo, e eu tranformei uma situação normal em um melodrama mexicano, uma vez eu aprendi a ter desapego de coisas materiais, mas nesse dia eu aprendi a ter desapego das pessoas, o mundo ainda tem jeito e é belo demais para se preocupar com picuinhas humanas meu brother. Mas isso é uma outra história, quem sabe um novo post?! É que sabe...


Sei lá eu precisava desabafar ;D Obrigada!


Beeijos de quem ama e se esconde, de quem ama e vive 


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terça-feira, 10 de agosto de 2010

Vamos vamos vamos, estando pronto ou não

Últimamente eu não me reconheço mais, eu olho no espelho e aquele rosto é o mesmo de antes mas por dentro não, eu mudei, e mudei tanto que não me reconheço mais...
Eu não creio que tenha mudado para pior, mas isso quem vai me dizer é o TEMPO, eu mudei desde mínimas atitudes até os meus grandes atos.
Pode parecer tolice, mas eu sinto que mudei, e não consigo me auto-avaliar e saber se realmente fui bem. Todas as experiências anteriores que eu vivenciei no decorrer da minha vida não foram em vão, eu aprendi um pouco com cada detalhe e pude mudar meus atos, meus pensamento e sonhos, ontem o que me era essencial hoje não faz diferença. Acho que cresci, não é isso que acontece quando as crianças se tornam maduras? É natural pensar que sim...


Espero que eu não machuque quem eu amo como fazia antes com tanta naturalidade, pois precisei passar por dores maiores para aprender, e hoje eu dou o merecido valor .


Beeijos de alguém que está confusa e vive e que confunde e cria ;D